Os acusados estão envolvidos em um esquema que visa desestabilizar o governo. As defesas dos denunciados alegam falta de provas, suspeição de Moraes e de outros ministros do STF, além de questionarem a validade da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em resposta, a PGR se posicionou contra as alegações das defesas e defendeu a continuidade do processo, argumentando que existem fundamentos suficientes para que os denunciados se tornem réus no caso. Moraes seguiu o parecer da PGR e determinou que o julgamento prosseguisse.
Os 11 acusados têm agora seus nomes na lista de réus a serem analisados pela Primeira Turma do STF. Entre eles estão: Bernardo Romão Corrêa Netto, Cleverson Ney Magalhães, Estevam Gaspar de Oliveira, Fabrício Moreira de Bastos, Hélio Ferreira Lima, Nilson Diniz Rodriguez, Wladimir Matos Soares, Marcio Nunes Resende Júnior, Rafael Martins de Oliveira, Ronald Ferreira de Araújo Júnior e Rodrigo Bezerra de Azevedo.
O próximo passo é o ministro Cristiano Zanin, responsável pelo caso, definir uma data para o julgamento das denúncias. A decisão de Zanin poderá ter um grande impacto no andamento do processo, que é um dos desdobramentos mais esperados da investigação sobre a tentativa de golpe no Brasil.